- Quando do principio do desenvolvimento da Amadora, logo começaram a aparecer alguns habitantes que propagavam a necessidade de uma corporação organizada de bombeiros voluntários, até que um dia mais tarde fundaram a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Amadora.
- Esta Associação teve o seu inicio em 1904, devido aos esforços dos srs. Anibal Augusto Ferreira, Eduardo Nascimento Fernandes e António Ferreira Gândara.
- Para sua fundação, tambám muito contribuiram os srs. Francisco Seixas e Luis Filipe Valente.
- Em 13 de Maio de 1905 foram entregues ao Governo Civil de Lisboa, para aprovação, os estatutos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Porcalhota.
- Este Documento era assinado pelos srs. António Ferreira Gândara, Eduardo Nascimento Fernandes, Amilcar Ferreira, Luis filipe Valente, Francisco Seixas, Manuel Carriço, António José de Castro, Julio Quirino Rosa, António Mário Gomes, Henrique Marques, Domingos de Oliveira, José Eduardo Soledade e Maria José da Silva Pimenta Araújo.
- Por alvará passado em 22 Julho de 1905, foram aprovados os estatutos da Associação que começou a ter existência legal, mas pode considerar-se com data da fundação da Associação a 10 de Janeiro do mesmo ano.
- Quando começou a funcionar, a nova corporação apenas dispunha de uma bomba de caldeira sistema " Flaud ", que existia na povoação, pertencente á Câmara de Oeiras, num estado miserável mas que o novo corpo de bombeiros fez restaurar e estava instalada numa casa que tinha sido alugada peloConselho aos povos dos lugares que hoje formam a Amadora.
- Era uma bomba de caldeira sistema " Flaud ", com dois cilindros e um braço, em sistema de picota, com duas hastes horizontais, uma de cada lado, e quatro do outro com movimentos de êmbolo, montados sob um estrado com duas rodas altas que ligavam a um cabeçalho para ser puxado por homens.
- Da sua conservação estava encarregado um homem, a troco de uma pequena quantia, que era paga pela Câmara.
- A casa da arrecadação ficava por baixo da escola do sexo feminino, os bombeiros eram recrutados entre toda a população, que no seu funcionamento era adestrada.
- A sua primeira sede foi numa casa que demoliram há perto de 87 anos, quase fronteira à estação-gare, entre o Alto-Maduro e a Amadora lugarejo, para ela levaram a bomba antiga e substituiram algum material que estava arruinado, com outro moderno que lhe juntaram onde deram um belo aspecto à primeira sede da nova corporação dos Bombeiros Voluntários da Amadora.
- No inicio da Associação, o seu corpo activo compunha-se de 1º Comandante, 2º Comandante, um Ajudante, um chefe de secção de ambulância, um bombeiro 1ª classe, dois bombeiros de 2ª classe, sete de 3ª classe e três aspirantes.
- Em 1906, adquiriu a Associação, à custa do seu cofre, um carro de pronto-socorro, com bomba americana de dois jactos, foi-lhe fornecido um carrinho de ambulância, completamente provido de instrumentos cirurgicos, medicamentos e pensos.
- Em 1909, teve a Associação a aferta, do sr. Guilherme Gomes, de uma bomba americana, para a qual se fez uma viatura própria.
- Ainda em 1909, organizou-se o corpo auxiliar da Associação, composto de individuos empregados na construção civil. Esse corpo tinha 17 homens fardados e equipados à custa da Associação.
- Mais tarde compraram novo material, incluindo outra bomba. Estiveram poucos anos nesse local, passando dali para outra casa, onde instalaram a segunda sede.
- Ficava na estrada do caminho da Roiçada, hoje Avenida Miguel Bombarda. Num local quase em frente da sede construiram um esqueleto em madeira, com a altura de um segundo andar, para que os bombeiros nele fizessem os seus exercicios. Como a casa era pequena, formaram uma secção numa outra casa, na Venteira, para onde levaram a bomba velha e o respectivo material.
- Alguns anos depois mudaram-se novamente para outra casa, onde fizeram algumas obras. Essa casa é quase no centro da antiga Quinta Nova, hoje Rua Elias Garcia, para onde veio todo o material. Por volta dos anos 30 o quartel sofreu alterações, nomeadamente na fachada principal, onde passou a ter três portões em vez de um portão e duas janelas. Outros dos melhoramentos foi a aquisição de novo material de incêndios e para o Posto de Socorros.
- O Serviço de Incêndios está equipado com duas viaturas de nevoeiro, um auto tanque e diversas viaturas de apoio, num conjunto de alto valor técnico.
- O Serviço de Saúde dispõe de um Posto de Socorros, de que é Director Clínico o sr. Dr. Cláudio Cunha, que constitui um excelente apoio a toda a Freguesia e dispõe de seis ambulâncis que asseguram um eficiente serviço à população.